terça-feira, 22 de setembro de 2015

Felipe Giaffone quer recupera chão perdido na Truck

Corrida do dia 4 de outubro em Guaporé pode começar a definir os pilotos que se mantêm na briga pelo título da temporada. Depois só ficarão faltando duas etapas: Cascavel e Londrina, ambas no Paraná, para o final do campeonato.



 Vice-líder da Fórmula Truck, Felipe Giaffone deixou escapar a ponta do Campeonato Brasileiro pela segunda vez na temporada. A primeira foi em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, quando ele teve problemas e marcou somente um ponto, e a segunda agora, quando novo problema - desta vez em somente uma fase da corrida - o deixou em segundo lugar. Experiente, ele sabe que o título ainda está em aberto, pois nas três provas finais serão 159 pontos e disputa (53 em cada uma das três provas restantes) e muita coisa pode acontecer.

Neste momento ele tem 264 pontos contra 278 de Paulo Salustiano e 263 de Leandro Totti. Com isso, a oitava etapa de 2015, marcada para o dia 4 de outubro em Guaporé, interior do rio Grande do sul, pode ser uma espécie de divisora de águas entre aqueles que se manterão na briga pela conquista e os que só terão chances matemáticas.

``Depois da quebro do turbo do meu Volkswagen Constellation, tenho de buscar o chão perdido. A vantagem que vejo é que deixei de usar o restritor máximo, que me provocava perda de cerca de 70 cavalos no motor e vou usar um que me deixa com cerca de 50 HP a menos. Com isso, minha diferença para o Salustiano será de muitos cavalos. Espero que essa diferença seja sentida no final da reta de Guaporé, onde temos uma freada forte``, disse Giaffone.

Experiente, Giaffone, que vem de uma família com gasolina e diesel nas veias (seu pai, tio e primos têm um longa história no automobilismo brasileiro), destaca a quantidade de pontos ainda em jogo e não descarta totalmente os pilotos com possibilidades matemáticas. Ele explica.

``É difícil, pois tudo precisa dar errado para os três primeiros, e o Fogaça, que é o quarto colocado, teria de vencer em Guaporé para entrar diretamente na briga pelo título. Em automobilismo tudo é possível e a gente não pode descartar. Em Curitiba tive a sorte de meu turbo ter quebrado na segunda fase. Se tivesse sido na primeira a diferença do Salustiano seria muito maior``, completa.


Texto: Milton Alves/FTruck
Foto: Orlei Silva

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