sexta-feira, 17 de maio de 2013

Neusa Navarro: “Campeonato Brasileiro precisa ter corridas em todos os lugares”

Presidente da Fórmula Truck frisa receptividade pernambucana à etapa anual da categoria em coletiva no autódromo de Caruaru.
 
Uma ação que conciliou café da manhã e entrevista coletiva de imprensa de pilotos e dirigentes marcou na manhã desta sexta-feira (17), no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Caruaru (PE), o início da programação do GP Aurélio Batista Félix, terceira etapa do Campeonato Brasileiro e segunda do Sul-Americano de Fórmula Truck. A corrida será disputada neste domingo (19), com transmissão ao vivo da Rede Bandeirantes a partir das 13h.

A ação reuniu dezenas de jornalistas de Caruaru, Recife e cidades da região. À mesa da coletiva fizeram-se presentes o presidente da Federação Pernambucana de Automobilismo, Waldner Dadai, a presidente da Fórmula Truck, Neusa Navarro, o diretor do autódromo caruaruense, Pedro Manoel, e quatro dos 24 pilotos que vão disputar a corrida de domingo – Beto Monteiro, Paulo Salustiano, Wellington Cirino e o estreante italiano Alex Caffi.

Dadai enalteceu o aspecto econômico do evento da Truck em Caruaru. “A prefeitura da cidade investe 60 mil reais para essa corrida. A Fórmula Truck aplica R$ 1,2 milhão só na contratação de serviço. Os cinco por cento que se arrecadam de imposto municipal dão exatamente os 60 mil investidos. Ou seja, a prefeitura não gasta absolutamente nada. E a Fórmula Truck injeta uns R$ 4 milhões na economia da cidade durante a etapa”, exemplificou o dirigente.

Manoel explanou a dificuldade vivida pelo automobilismo pernambucano. “As dificuldades que nós temos com a estrutura do nosso autódromo são as mesmas que os diretores de outros autódromos têm. Interlagos e Curitiba, que têm um grande volume de eventos maiores, podem ser exceções a essa regra. Procuramos manter o autódromo na melhor condição possível, a manutenção é diária. Cada um faz a sua parte, nós procuramos fazer a nossa”, disse.

“NO CORAÇÃO”
Neusa Navarro acompanhou atentamente as explanações feitas pelos dirigentes pernambucanos acerca das limitações na infraestrutura e na pista do autódromo de Caruaru e concordou que a etapa oferece desafios extras a toda a equipe de organização da Fórmula Truck. “Ninguém tem noção do quanto é complicada a logística para virmos para cá, pela distância, há todos os nossos os nossos motoristas na estrada por muitos dias”, observou.

A presidente da Fórmula Truck admitiu que não considera um calendário sem a etapa pernambucana. “Caruaru está no coração da gente, é importante para nós virmos aqui. Quando se vê um público maravilhoso como o daqui, a prefeitura, todo mundo dando apoio, fica claro que a gente não pode deixar de vir. Somos um Campeonato Brasileiro, por isso temos de fazer corridas em todos os lugares onde é possível fazer. Isso é que é importante”, falou.

Representante de Pernambuco na Fórmula Truck desde 2000, Monteiro acompanha a história do autódromo de Caruaru desde sua inauguração, em 1992. “Eu me formei em automobilismo correndo aqui e a gente sabe de todas as dificuldades do autódromo, mas isso não tira de ninguém a motivação de participar de uma competição aqui. Caruaru tem uma das melhores torcidas do nosso calendário, uma das mais participativas, isso é indiscutível”, apontou.

A observação de Monteiro foi avalizada pelos demais pilotos presentes. "Não é por eu ser daqui. Se eu não corresse, a torcida também viria em massa. O público é muito vibrante, a ponto de você escutar a torcida de dentro do caminhão quando passa na reta oposta”, revelou. “Eu Caruaru eu me sinto o único piloto brasileiro correndo no GP do Brasil de F-1. Uma torcida assim faz a diferença, é como se a gente ganhasse cavalos a mais no caminhão”.

Caffi, italiano que atuou na Fórmula 1 por seis temporadas nos anos 80 e 90, faz em Caruaru sua estreia como piloto da Fórmula Truck. “Eu só tenho a agradecer à dona Neusa e à Iveco pela oportunidade. Para mim tudo ainda é novidade, o trabalho começa até por acertar a posição de pilotagem. Eu vim em busca de muitas respostas, em termos de competição, é minha primeira vez com caminhões, e espero encontrar essas respostas”, falou.

Quinto ex-piloto de Fórmula 1 a tomar parte da Fórmula Truck, Caffi fez uma reverência a Aurélio Batista Félix, criador da Fórmula Truck. “Eu me sinto feliz por fazer a minha estreia em um circuito batizado com os nomes de duas pessoas tão importantes. O Aurélio, a quem não conheci e sobre quem já ouvi falarem muito, e o Ayrton Senna, que foi um grande amigo dos nossos tempos de F-1”, citou, em esforço desenvolto para falar em português.

Texto: Grelak Comunicação
Foto: Orlei Silva

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